quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Apresentação Solo

Autor: Paulo Roberto Barbosa
Endereço para o texto completo: http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/adorador/apresentacao_solo.htm

Destaque:
"Você tem se preparado, não apenas para cantar no coral da vida mas também para a apresentação solo diante do Senhor?"
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Ações de Graça, Louvor e Adoração

Autor: Adrian Theodor
Endereço para o texto completo: https://musicaeadoracao.com.br/19624/acoes-de-graca-louvor-e-adoracao/

Resumo:
Devido a vários fatores que não vem ao caso enumerar aqui, temos notado um paulatino, mas acrescente, distanciamento entre os adoradores da atualidade e os conceitos bíblicos envolvidos na adoração. Isto tem causado de uma certa confusão por parte de alguns, que falam em uma coisa quando queriam dizer outra, ou que atribuem valores aos elementos da adoração que não encontram qualquer base bíblica.

Uma confusão comum ocorre entre os elementos "Louvor" e Adoração", que muitos acreditam ser sinônimos, mas na realidade não são. Podem até estar interligados, mas são conceitos diferentes. Em alguns casos podem até estar em oposição entre si! Acrescente-se a isso o elemento "Ação de Graças", e a confusão é total.

Visando esclarecer esses pontos e desvendando o que a Palavra de Deus tem a nos dizer acerca destes termos e seu significado na experiência do verdadeiro adorador, nosso amigo e colaborador de longa data, Adrian Theodor preparou este excelente e profundo artigo. Como o próprio autor fala, "Pode parecer, ao olhar mais superficial, um preciosismo intelectual; todavia, ao pensarmos que tais palavras têm relação direta com nossa atitude para com Deus, devemos refletir sobre suas nuances e verdadeiros significados. Nada melhor para nos guiar nesta reflexão do que a própria Palavra dAquele que é o foco destas ações."

Oramos para que possa ser útil a todos os que ministram nesta área da obra de Deus!

Destaques:
"Para podermos adorar verdadeiramente a Deus, portanto, é necessário que o agente da adoração conheça ao Deus, a quem o culto será prestado, de forma íntima, pois irá oferecer este Deus um culto, uma reverência extrema e única. Seguindo este raciocínio, no contexto da adoração verdadeira (aquela oferecida de modo correto, ao único Deus verdadeiro, o Altíssimo de Israel), nossa mente deve estar voltada para os principais atributos divinos: Santidade, Bondade, Amor, Pureza, Beleza, Eternidade, Onisciência, Onipotência, Onipresença, etc."

"O verdadeiro adorador é aquele que não se limita ao "mais confortável" ou "mais agradável" ou "mais de acordo com o meu gosto", porém procura incessantemente a vontade do Pai. O verdadeiro adorador, aquele guiado pelo Espírito, pergunta a si mesmo o tempo todo: "Qual a vontade do Pai?"; "Estou de acordo com a verdade?". A adoração em Espírito e em Verdade é um imperativo, portanto, porque é esse tipo de adoração que Deus deseja. Mais do que isto: Deus procura! E se Deus está a procura de adoradores, significa que eu e você podemos ser encontrados a qualquer momento, basta que respondamos ao chamado do Altíssimo! Estamos dispostos? Entregaremos o nosso coração para a transformação necessária para a nossa salvação?"


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A Igreja ao Gosto do Freguês

Autor: T. A. McMahon
Endereço para o texto completo: https://musicaeadoracao.com.br/28698/a-igreja-ao-gosto-do-fregues/

Resumo:
Qual é a estratégia bíblica de crescimento para a igreja? Por que a simplicidade do "Ide e pregai" está sendo substituída por estretégias de marketing, pesquisas de opinião, terapias de grupo, shows de entetenimento envangélico e outras técnicas para estimular o crescimento da igreja? Uma vez que não podemos ver qualquer texto bíblico que forneça apoio para o uso destas estratégias de crescimento da igreja, temos que crer que técnicas humanas estão em operação neste caso.

O autor do artigo em epígrafe traça um retrato surpreendente das principais características deste movimento que surgiu nos Estados Unidos, mas que se espalhou rapidamente por todo o mundo, através de todas as denominações.

Destaques:
"O alvo declarado dessas igrejas é alcançar os perdidos, o que é bíblico e digno de louvor. Mas o mesmo não pode ser dito quanto aos métodos usados para alcançar esse alvo. Vamos começar pelo marketing como uma tática para alcançar os perdidos. Fundamentalmente, marketing traça o perfil dos consumidores, descobre suas necessidades e projeta o produto (ou imagem a ser vendida) de tal forma que venha ao encontro dos desejos do consumidor. O resultado esperado é que o consumidor compre o produto. George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de "o guru do crescimento da igreja", diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a idéia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?"

"A maior parte dos que freqüentam as "igrejas ao gosto do freguês" professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos. Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, "alimento" contaminado com "conversas inúteis e profanas e as idéias contraditórias do que é falsamente chamado conhecimento" (I Timóteo 6:20 NVI). Certamente uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente."
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Vocalises Online Avançados

Para os que ainda não conhecem, estamos escrevendo hoje para divulgar a página com Vocalizes Online Avançados.

O público-alvo desta página são aqueles que já tem alguma experiência em canto, que estejam fazendo ou tenham tido aulas de canto e querem treinar um pouco mais em casa. Nesta página você tem a partitura do vocalize e um trecho musical em MIDI com o som para você acompanhar. Existe o som para vozes agudas e para vozes graves.

Esta página está disponível em:
    Vocalises Online Avançados – Parte 1
    Vocalises Online Avançados – Parte 2
    Vocalises Online Avançados – Parte 3
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Crise de Adoração

Autor: Sidnei Roza
Endereço para o texto completo: https://musicaeadoracao.com.br/19595/crise-de-adoracao/

Resumo:
Será que podemos dizer que a adoração está em crise? Ou será que a adoração está somente passando por uma transformação natural? Ou então, será que a adoração não está, na verdade, encontrando um apogeu?

O autor, neste artigo curto e denso, aponta o problema da falta de espiritualidade e falta de participação como sintomas de uma crise galopante na adoração. Após uma breve análise da questão, aponta a solução, a única solução possível: comunhão pessoal.

Destaque:
Creio que membros em crise formarão uma igreja também em crise. Antes de reclamar da sua comunidade, pense na sua condição espiritual. Têm você estado na presença de Deus todos os dias? A ausência de comunhão diária com Deus provoca o enfraquecimento do desejo de estar na igreja nos dias de culto. Afinal, cada família é uma igreja. Eu pergunto: como está a igreja da sua casa?
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Fogo na Igreja

Autor: Lloyd Grolimund
Endereço para o texto completo: https://musicaeadoracao.com.br/20182/fogo-na-igreja/

Resumo:
Por que algumas pessoas dizem que a Igreja Adventista é uma igreja fria, sem poder? Será que elas tem alguma razão em suas observações? Até que ponto estamos sendo formais e tradicionais demais, em detrimento do fervor religioso que caracterizava a igreja primitiva? Qual é a solução adequada para melhorar o fervor em nossas igrejas?

Muitos de nossos líderes acreditam que a resposta está na adoção de um modelo pentecostal de adoração, onde a adoração é, basicamente, experimental. A base para este raciocínio seria que o espantoso crescimento das igrejas pentecostais deve ser uma demonstração de que Deus está abençoando este movimento. Será que isto é verdade?

O autor, um pastor adventista australiano, encara de frente estas e outras questões, chegando a conclusões surpreendentes e fornecendo sugestões para a melhoria de nossa experiência de adoração, sem a necessidade de recorrermos a modelos estranhos à cosmovisão adventista.

Destaques:
"É este Fogo (Deus) que o mundo pós-moderno está procurando na adoração. De fato, a adoração tem a ver com a presença do Fogo (Deus). Sem o Fogo (Deus) não pode haver verdadeira adoração."

"Foi a presença de Deus através do fogo (o Espírito Santo) que ocasionou o milagre que fez nascer a igreja apostólica cristã (Pentecostes em Atos 2). O adventismo do sétimo dia é o descendente direto deste momento impulsionado pelo Fogo. Deus não apenas nos abençoou com a verdade, mas também nos concedeu o Espírito Santo (Fogo) para o avançamento da verdade. É por isto que um pequeno movimento do século 19 cresceu rapidamente até chegar a uma grande fé internacional que possui vinte milhões de adoradores participantes em praticamente todos os países do mundo."

"A função do Espírito Santo é ensinar toda a verdade. Se o pentecostalismo afirma ter a inspiração e a liderança guiadas pelo Espírito, então DEVE ser um celeiro da verdade. Deve ensinar a verdade, pregar a verdade, praticar a verdade, extrair profundamente da verdade, obedecer e seguir a verdade. (...)"

"Sou um pastor que acredita na mensagem adventista do sétimo dia em sua plenitude. Às vezes enfrento forte oposição; contudo, em 15 anos, nunca tive que deixar a igreja para permanecer fiel. Estou pregando a Palavra verdadeira em uma das maiores igrejas da Divisão Sul do Pacífico. Não estou tendo qualquer problema significativo por parte de nenhum dos irmãos ou líderes de nossa Divisão, União ou Associação da igreja. Creio que há espaço no adventismo para praticarmos e pregarmos uma caminhada fiel com Jesus sem influencias pentecostais. As pessoas que consideram que a única opção para fazer a igreja "progredir" é iniciar ou unir-se a um ministério independente infiel, não fazem nada além de participar de uma organização que não tem simpatia para com a causa da igreja e, finalmente, para com Deus."
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Outras Reflexões: Adventistas Liberais

Autor: Pr. Douglas Reis

Por melhores que fossem suas intenções primárias, fariseus se vulgarizaram como indivíduos hipócritas. Mais ainda: são o símbolo perpétuo da atitude radicalmente intolerante. Curioso: pouco se fala sobre os saduceus. Uma leitura distraída do Evangelho quase os colocaria em mesmo nível com os fariseus. Não caiamos aqui: são grupos distantes, acérrimos oponentes. Os saduceus representavam o outro extremo, o do liberalismo advindo da amálgama entre religião judaica e cultura helenística. Seu naturalismo negava anjos, milagres, visões e artigos afins.

À semelhança de fariseus, eram igualmente dogmáticos. (E é forçoso que se bata na tecla – outrossim, tornou-se popular a premissa de que somente tradicionalistas tenham seus dogmas; entretanto, ressalto que o liberalismo possui uma dogmática de peculiar dialeto).

Compensa dizer: Jesus conseguiu desagradar fariseus e saduceus, não por capricho, senão pela insistência de que a religião verdadeira procede da obediência à Revelação. Assim, desacatou as tradições de fariseus enquanto virava as costas às práticas de saduceus.

Em outro momento, tratamos sobre adventistas fanáticos, os quais se identificam com os fariseus em seu zelo inverso (e controverso!). Resta tratar dos saduceus. Verdade é que alguns tentam por burqas em Ellen White, quando outros a querem ver trajando minissaia.

O lado saduceu do Adventismo talvez seja o espectro (ou Spectrum?) da Teologia Liberal que ronda os círculos evangélicos; talvez se deva à influência midiática; sobretudo, porém, representa falta de avanço na compreensão bíblica. Como adventistas, cremos ser portadores da Verdade Presente. Mas o pacote de Luz, que custou a oração fervorosa dos pioneiros, não nos deu o direito de alardear que "ricos somos e de nada temos falta."

Cada geração enfrenta novos desafios à mensagem cristã. E a recusa (mesmo involuntária) de destrinchar a Luz e enfrentar o repto específico de cada época torna os cristãos uma comunidade acuada, que passa a viver da tradição estagnada. Logo, gerações posteriores de cristãos lutam contra os resquícios extenuados da tradição, as quais não foram traduzidas para seu contexto, ou mesmo pouco ou nada desenvolvidas. Todavia, ao invés de continuar a pesquisa bíblica e restaurar tudo quanto fosse necessário, esses novos cristãos substituíram a tradição por crenças palatáveis aos padrões de sua época. A base, portanto, deixa de ser bíblica e se inclina servilmente ao zeitgeist (espírito da época). Tal é a gênese do liberalismo teológico em geral, e do liberalismo adventista, em particular.

Ao contrário do adventista fanático, exaltado e carrancudo, o liberal se mostra de outra têmpera: sociável, carismático, aglutinador. Seu pragmatismo oferece a resposta para a liturgia burocratizada e um evangelismo atrativamente contextualizado. Aparentemente, o indivíduo liberal transmite uma normalidade, desfazendo o rótulo que a igreja leva de "homens verdes em torno de uma cruz". Mas precisamos inquirir: não seria essa "normalidade" um conformismo que dilui o Adventismo, tornando-o uma versão "coca-cola" da turma de Josef Bates e Hiram Edson? Ou: até que ponto o adventista liberal é adventista? A seguir, verifico três motivos de preocupação com o Adventismo liberal (sabendo que certamente haveriam outros):

A) Adventistas liberais têm seu testemunho comprometido porque, no fundo, sua visão difere bem pouco da visão daqueles que os rodeiam: como influenciar as pessoas com uma mensagem que se pretende revolucionária, ao mesmo tempo em que, na prática, não revolucionou muito a vida daqueles que a professam? Se não há diferenças significativas entre os hábitos dos cristãos em relação aos dos não-cristãos, para quê serve seu Cristianismo? A questão se torna ainda mais dramática se elencarmos as exigências do discipulado cristão, entre as quais "negar-se a si mesmo", "tomar sua cruz", estar disposto a "perder sua vida" e sofrer "perseguição" e "injúrias", além de manter a disposição de "servir os outros e não a si mesmo"; confrontadas com tais exigências (e outras), o liberalismo não passa de um bonzai, um reducionismo dessencializador. Se um Cristianismo autêntico está comissionado para ser "sal da terra" e "luz do mundo", que papel estaria reservado para ser versão mais insípida e nublada?

B) Adventistas liberais são mais racionalistas: O liberalismo se desenvolve quando não se leva o sobrenatural a sério. Saduceus escolhiam, em seu ceticismo, quais elementos da crença judaica tradicional ainda manteriam como artigo de fé; os cristãos liberais do século XVIII e XIX não acreditavam em milagres (mesmo aqueles descritos na Bíblia). Hoje, os liberais são os mais propensos a tentar conciliar ciência naturalista e teísmo. Por isso, tanta desconfiança da Bíblia e dos Escritos de Ellen White.

Às vezes, a desconfiança é camuflada pela alegação de que as declarações inspiradas fiquem restritas aos seus contextos históricos – o que em geral expressa o desejo de que fiquem presas ao passado! Uma ressalva: o entendimento do contexto, sem dúvida, é importante; porém, isso se torna um problema quando se deseja entender declarações proféticas somente como fruto de sua época, sem a possibilidade de extração de princípios para reger o povo de Deus em sua conjuntura atual; daí, o profeta se torna meramente um mensageiro silenciado pela História e sua autoridade, na melhor das hipóteses torna-se "pastoral", como Desmond Ford redefiniu a função de Ellen White.

Quando se rejeita o aspecto normativo da Revelação, coloca-se excessiva confiança na própria razão humana. Em parte, creio que isso explica o porquê liberais questionam tanto as doutrinas da igreja ou propõem entendimentos alternativos delas. Liberais reivindicam liberdade, conquanto, ironicamente, estejam enclausurados em conceitos humanos, mutáveis e incertos;

C) Adventistas liberais tendem ao Relativismo: com sua ampla tolerância aos espíritos diversos, liberais conseguem representar, nos movimentos nos quais estão inseridos, um abertura a ideias e tendências de outros movimentos. Geralmente, os próprios liberais gostam de se definir como "pessoas de mente aberta". Obviamente, o Cristianismo (tal qual o Adventismo) não devem se isolar das pessoas. Contudo, há o risco de que uma abertura sem critérios permita a infiltração de princípios que contrariem o próprio movimento. Saduceus eram o pedaço mais helenizado de Israel. O Cristianismo alemão, em fins da década de 1930 era tão insípido que não tardou em apoiar, grosso modo, o Nazismo. Não é incomum adventistas liberais participarem de eventos gospel ou incorporar ao seu estilo de vida comportamentos contrários ao estilo de vida defendido pela denominação (como sexo pré-marital e frequência a ambientes como cinemas e festas noturnas).

No fundo, o relativismo é a conclusão de que não importa o que creiamos ou como vivamos. O que importa são os sentimentos, o amor a Deus e o amor ao próximo – e o próprio emprego desses termos não é feito senão em termos gerais, suficientes para esvaziar o conteúdo bíblico deles. Afinal, quanto menos contornos e mandamentos (mesmo os bíblicos!), mais o liberal sente-se em casa!

Claro que uma incoerência tão marcada leva muitos à conclusão razoável de que, se realmente não há diferença, é melhor abandonar de vez o Adventismo…

Da mesma forma que ocorria na época de Jesus, o liberalismo hoje cresce em influência. A missão da igreja enfrenta fortes obstáculos e as características da denominação são extirpadas por compromissos com o atual zeigeist. O antídoto? Conforme um amigo, só duas coisas podem resolver: ou reavivamento ou perseguição. Espero que nos persigam logo!…

Fonte: http://questaodeconfianca.blogspot.com/
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Adventistas Fanáticos: Algumas Reflexões

Autor: Pr. Douglas Reis

Já dizia um ex-professor meu no seminário que o fanatismo é uma parte da verdade que ficou louca. Esse aforismo consegue expressar com genialidade duas ideias-chaves sobre o fanatismo:

1.Sua identificação com a verdade: se o fanatismo é uma parte da verdade, ele se opõe, a princípio, e na maior parte dos casos, à heresia, que consiste em uma – ou mais – doutrina expúria, a qual concorre com a verdade. O fanático nasce a partir de uma motivação antagônica: o herético odeia a verdade; o fanático ama tanto a verdade que idealiza, segmenta e, por fim, distorce.

2.Sua peculiaridade perniciosa: o fanatismo se sobressai em relação ao conjunto doutrinal de que se origina pela tendência de manter certas ênfases, em detrimento do conjunto. Eis a peculiaridade do fanatismo. Também não podemos igualar fanatismo a uma mera excentricidade religiosa, já que ele toma certa carga de virulência, infectando tudo e todos ao redor, implicita ou explicitamente. Eis sua perniciosidade.

Embora o fanatismo não esteja restito ao Cristianismo, é relevante o número de cristãos fanáticos. Geralmente, o fanático inverte o zelo autêntico do testemunho cristão – enquanto um genuíno servo de Deus estaria disposto a morrer pela verdade, o fanático, em contrapartida, dispõe-se a matar por aquilo que considera como a vontade divina. Dessa forma, o fanático abandona o posto de súdito do Reino do Céu, condição na qual se acata a legislação do Evangelho, e se torna, ele próprio, o legislador agindo coersivamente sobre outros, a fim de acatarem seu dogmatismo.

Entre os adventistas do sétimo dia, o fanatismo achou um campo vasto. E por uma razão bem simples: sendo o Adventismo uma fé abrangente, reunindo sob os auspício de "Verdade Presente" um conjunto bem concatenado de postulados bíblicos, não se torna difícil o surgimento daqueles que se apoixonem loucamente por umas poucas dessas verdades. Levando em conta que se o aforismo inicial reza ser o fanatismo uma parte enlouquecida da verdade, pode-se definir um fanático como aquele que se apaixona loucamente por uma parte da verdade.

Passo a expor algumas ideias a respeito do fanatismo no Adventismo (em muitos aspectos, bem similar ao dos fanáticos de outros arraias). Não proponho que todos os fanáticos entre nós sejam iguais – uns se revelam mais apaixonados, outros menos, mas sempre existe a equivalência entre a paixão deles com a loucura que desenvolvem a curto, médio ou longo prazo. Dito isso:

1.Adventistas fanáticos assumem o posto de pilares da ortodoxia: em meio às marés de relativismo, a ilha-igreja quer se sentir segura. Os fanáticos surgem como indivíduos capazes de sustentar a verdade, às vezes sob os próprios ombros, tal qual Atlas na mitologia. Entretanto, sua atitude de resistência, na maioria das situações, exclui as vozes que divergem da deles em assuntos secundários, como se as opiniões contrárias representassem um desvio da fé correta. Fique claro que admito discordâncias em questões de somenos importância. Uma coisa é afirmar que existe verdade absoluta; outra, bem diferente, é pretender acesso a toda verdade absoluta, em todos os detalhes – conhecimento que apenas Deus, em última instância, é capaz de alcançar.A verdade é absoluta, não os que crem nela, havendo espaço para a atitude inquiridora, a pesquisa e o crescimento de compreensão acerca do que é verdadeiro. Logo, mesmo a ortodoxia saudável não exclui a liberdade de diálogo sobre pontos da verdade que ainda não foram completamente compreendidos, e isso dentro de um espírito largo e humilde. Quando assumo que somente eu esteja certo, e em todos os aspectos, está assassinada a possibilidade para qualquer diálogo e até, por que não dizer, de aprendizado concreto (essência do verdadeiro diálogo humano). Temos que advogar uma ortodoxia sólida, apta intelectualmente para defender e expor os principais artigos da fé adventista. Ninguém se ache autorizado a ter a palavra final sobre a interpretação dos 144 mil ou de Daniel 11, para sacar dois exemplos. Por vezes, o "ortodoxismo" – algo distinto da ortodoxia viável – não passa de uma forma mais sutil do "achismo", acrescida de intolerância desproporcional e autoritária.

2.Adventistas fanáticos preterem a pesquisa teológica às interpretações pessoais: o fanático é, por natureza, um profundo teimoso! Não espero que ninguém conclua com isso que todo teimoso seja um fanático, sequer potencialmente; mas pensemos: o fanatismo dos escribas e fariseus os levava a fechar os ouvidos para a presença da verdade, ou seja, do próprio Jesus. No colóquio de Marburg (1529), Lutero debateu com Zuínglio acerca da presença de Jesus no pão da ceia. A despeito dos argumentos diversos usados pelo reformador suiço com o fito de convencer o alemão, a teimosia de Lutero impediu-o de aceitar que o pão apenas simboliza a carne de Jesus. "Este é o meu corpo", repetia Lutero à exaustão, a tal ponto que Zuínglio asseverou que a discussão não estava mais em um plano racional. O fanático não quer provas, não importa quão qualificadas se apresentem. Em parte, a ênfase na interpretação pessoal da Bíblia legada pelo protestantismo abriu as portas para abusos, o que, em parte, foi equilibrado pela elaboração de credos – os protestantes davam liberdade individual de interpretar livremente a Bíblia, mas dentro de certos limites, procurando respeitar, inclusive, a própria Bíblia. Atualmente, a livre interpretação dentro do Adventismo constitui um problema. Um dos fatores que contribui para uma falta de limites quanta às interpretações é a confusão em nosso meio entre conhecimento bíblico e conhecimento teológico. Não importa o quanto uma pessoa conheça a Bíblia, sem treinamento teológico ela não pode discutir teologia. Que ninguém pense, pelo que disse, que acredito na salvação pela teologia. Em verdade, Deus não tornou necessário o conhecimento teológico essencial à salvação. Aliás, muitos renomados teólogos profissionais não são verdadeiros crentes – independe da boa qualidade de sua teologia. Ao mesmo tempo, para alguém ser teólogo precisa de muitas competências para além da mera habilidade de fazer ligação temática entre textos bíblicos (o que se aprende dando estudos bíblicos). Para ilustrar: recentemente vi um panfleto criticando um artigo do Pr. Marcos De Benedicto sobre a Trindade. O autor zombava o fato de Benedicto citar teólogos afamados, à semelhança de Karl Barth, o qual admitia sequer ter ouvido falar! Em virtude disso, alcunhou o articulista de "Marcos De Eruditos". Ora, veja! Como discutir Teologia sem conhecer o suiço Karl Barth, um dos maiores nomes da teologia do século XX? Seria como tratar de Pedagogia sem mencionar Piaget ou discorrer sobre Psicologia, sem Freud. Embora um psicólogo discorde de pontos da teoria freudiana, ou um pedagogo recuse-se a seguir a linha que propôs Piaget, não podem ignorá-los por completo. Os adventistas – bem como cristãos tradicionais – têm muito a questionar nos trabalhos de Barth e dos seus seguidores, neo-ortodoxos, mas não se pode fazer teologia no vácuo. Como área do conhecimento, a teologia possui grandes nomes e importantes contribuições. Um teólogo adventista age a partir da Verdade Presente, da qual extrai sua teologia e avalia as demais. Um leigo adventista necessita estudar a Bíblia e conhecer a Verdade Presente. Também não pode minimizar ou desprezar o auxílio disponível através dos escritos com certo conteúdo teológico (encontrados na lição da Escola Sabatina e alguns livros) produzidos pela denominação adventista.

3.Adventistas fanáticos são mais propensos à infecção de heresias: Observamos anteriormente a distinção entre hereges e fanáticos. Sucede, no entanto, desse converter-se naquele, para o pasmo geral. Frequentei uma igreja adventista na Penha (SP) na qual um dos anciãos, uma diaconisa e a diretora de Ministério Pessoal se desligaram da igreja para formar um grupo anti-tinitrariano. Por que cada vez mais líderes abonam as fileiras adventistas para aderirem a grupos heréticos? Uma das possíveis razões é que esses ex-membros já haviam aderido a posicionamentos fanáticos. O fanatismo se inaugura nas percepções sobre o disfarce de um zelo pelo correto; desenvolve-se com um apego a verdades específicas; passa a advogar uma atitude legalista, que transparece em ações discriminatórias contra os que não concordam ou não compreendem as verdades enfatizadas pelo fanático; e, finalmente, o desequibrio do próprio fanático põe tudo a perder, uma vez que desperta nele o desejo de reformar aquilo que se considera como apostatado. Nesse ponto, o farisaísmo pode conduzir à assimilação de heresias, e até as verdades antes admiradas são rejeitadas diante da nova concepção de crenças.

4.Adventistas fanáticos são fortes candidatos à apostasia: outro caminho para o fanático que não o da heresia passa a ser o abandono da fé. Por que fanáticos apostatam? Por não fruírem da plenitude do evangelho da Graça, presos que se acham em concepções legalistas e infrutíferas. Lutar contra velhos hábitos de caráter pela fé nunca foi desafio leve. Lutar contra hábitos errados apenas da perspectiva do esforço pessoal não se trata de algo inviável – é impossível, com todas as letras! Em seu empenho pela doutrina pura, o fanático acaba sozinho no final das contas, e percebe-se até mesmo sem Deus. E, quando se abandona a comunhão com o Senhor, uma religião árida dificilmente manterá alguém no convívio com outros cristãos. As críticas que o fanático desferiu contra os cristãos "menos zelosos e pios" do que ele, acabam se tornando as setas que ferem seu próprio coração de Saul, suspenso entre o Céu e Terra, parado justamente no meio do caminho entre os dois.

Contra o fanatismo, a solução começo por buscar a "multidão de conselhos", na qual há sabedoria. Ninguém se isole, como se fosse o único Elias injustiçado que Jesabel persegue pelos quatro cantos da Terra. Uma vida comunitária sadia é um bom passo contra uma postura desequilibrada. Uma devoção sólida pode igualmente favorecer o crescimento simétrico da espiritualidade, desde que a Bíblia seja estudada ponto a ponto, sem a atenção demorar-se apenas naquilo que é de preferência pessoal (cada um tenha a sua, o que é legítimo, a partir do momento em que nossas passagens ou doutrinas favoritas nos impeçam de ver o todo da mensagem). O estudo da história da igreja também favorece uma análise de como certas tendências se mostraram danosas e precisam ser evitadas. Enfim, todos podemos amar a verdade lucidamente e de forma integral.

Fonte: http://questaodeconfianca.blogspot.com/


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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Elvis Não Morreu

Título: Elvis Não Morreu
Autor: Michelson Borges
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Resumo:
Iniciando pelo fato de que o grande ídolo popular Elvis Presley iniciou sua carreira como cantor de igreja, o autor faz uma análise, inclusive citando seu testemunho pessoal, acerca da crescente miscigenação entre a música popular e a música dedicada a Deus, tanto do ponto de vista dos "artistas" quanto do ponto de vista dos consumidores deste mercado. Isto é lamentável, visto que os filhos de Deus deveriam possuir valores e parâmetros diferentes do mundo, conforme as escrituras nos advertem.

Destaques:
"Minha decisão partiu da convicção profunda de que meus gostos precisavam ser refinados e meus passatempos orientados no sentido de promover o crescimento espiritual. Evidentemente que, do ponto de vista estético, eram bonitas muitas músicas que eu ouvia anteriormente à minha conversão. Mas a questão é: Elas me aproximavam de Deus? Os sentimentos que despertavam me ajudavam a manter o foco nas 'coisas do alto'?"

"Se os cantores sacros e nós que os ouvimos continuarmos a contemporizar com o secularismo reinante, poderemos dizer realmente que Elvis não morreu – mas nossa fé estará correndo sério risco de morte."
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um Adorador Diante do Trono

Autor: Pr. Elcio Lourenço
Endereço para o texto completo: https://musicaeadoracao.com.br/19882/um-adorador-diante-do-trono/

Resumo:
Na mesma linha do último artigo que enviamos ( Aprendendo a Louvar ), estamos enviando agora um artigo que trata das questões envolvidas na atitude correta de um adorador ao vir prestar seu culto perante Deus. Trata ainda das diferenças conceituais entre "Cantar", "Louvar" e "Adorar". Esses conceitos são fundamentais àqueles que pretendem prestar uma adoração significativa. O artigo termina com "algumas considerações práticas àqueles que desejam fazer do cântico um louvor e do louvor a adoração", de forma a tornar a adoração uma experiência espiritual verdadeiramente edificante.

Destaques:
"Esse ato de louvar e adorar não deve ocorrer somente em lugares consagrados, situações ideais ou em um momento reservado. Adorar a Deus, além de agradá-lo, tem a função de mostrar aos outros que nos cercam que Ele é Deus, aconteça o que acontecer."

"Sabendo que existe diferença entre "cântico e louvor" devemos considerar, também, que o louvor, mesmo que de ótima qualidade, não é, ainda, a adoração. Temos que evitar a armadilha da similaridade, que quer passar do básico para o sublime, sem percorrer o caminho definido como correto por Deus."

"O louvor devotado a Deus tem que ser único. Uma vez que não nos é possível servir a dois senhores, não cabe tributar ao Senhor do Universo algo que também ofereço a qualquer outro. Deus tem direito exclusivo à adoração, que não pode ser oferecida nem mesmo aos anjos, cujo poder e santidade são garantidos pelo próprio Senhor (Mateus 4:10; Apocalipse 9:20)."
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